PERGUNTAS FREQUENTES

Eis as respostas a todas aquelas perguntas e dúvidas que te aparecem inevitavelmente no teu processo de transição! Não te preocupes, se não tivermos resposta aqui para alguma, basta falares connosco!

O vegetarianismo é um estilo de alimentação de base vegetal, que exclui carne e peixe e que pode ou não incluir derivados de origem animal (e.g. leite, ovos, etc.). A alimentação vegetariana é baseada numa grande variedade de alimentos deliciosos e é uma porta aberta para a experiência de novas texturas e sabores. Inúmeros pratos étnicos são vegetarianos, e muitos pratos tradicionais podem ser adaptados ao vegetarianismo (inclusive os pratos típicos portugueses). Existem várias sub-vertentes do vegetarianismo, sendo que um vegetariano poderá ser:

  • Ovo-lacto-vegetariano: consome lacticínios e ovos;
  • Lacto-vegetariano: consome lacticínios, mas não ovos;
  • Ovo-vegetariano: consomem ovos, mas não lacticínios;
  • Estritamente vegetarianos (vegano): não consome ovos, lacticínios ou outros derivados de origem animal.

A alimentação vegetariana, desde que bem planeada, é saudável e poderá ser benéfica na prevenção e tratamento de doenças. De modo a providenciar uma nutrição adequada, esta deverá incluir hortícolas, fruta, grãos integrais, leguminosas, frutos oleaginosos e sementes, de preferência da época e minimamente processados.

 

 

A resposta a esta pergunta encontra-se na realização de uma alimentação equilibrada e variada, pois existem excelentes fontes alimentares de ferro de origem vegetal, nomeadamente provenientes de alimentos de origem vegetal como as leguminosas, cereais integrais, hortícolas de cor verde escura, sementes e frutos oleaginosos.

É muito incomum, e quase até inaudito, ouvirmos relatos de pessoas que sofrem de deficiência de proteína; aliás, o mais comum é as pessoas consumirem proteína em excesso. Para uma pessoa comum, é relativamente fácil alcançar as doses diárias recomendadas de proteína numa alimentação vegetariana. Por exemplo, 100 gramas de soja contêm cerca de 36grs de proteína (em comparação com 26grs de proteína em 100 grs de bife de vaca).

 

 

Uma alimentação vegetariana saudável, desde que devidamente planeada e monitorizada, poderá ser adequada em qualquer fase do ciclo de vida, incluindo a infância, a adolescência, a gravidez, a lactação, e a população idosa, sendo também adequada a um estilo de vida atlético. A própria Direcção Geral de Saúde portuguesa reconhece que é adequada a crianças e grávidas. Recomendamos, não obstante, o acompanhamento de um profissional de saúde.

 

 

Uma grande diferença. É útil reflectirmos que da mesma forma que só podemos votar uma vez num sistema democrático para eleger alguém, também podemos emitir o nosso voto, único, ao fazermos compras e decidirmos aquilo que colocamos no nosso prato, ou aquilo que vestimos, ou usamos para a nossa higiene pessoal. 

Do mesmo modo que podemos fazer o exercício ético de optar por comprar roupas locais ao invés de ir comprar roupas que tenham implicado escravidão infantil, também podemos optar por comprar leguminosas e hortícolas ao invés de comprarmos carne ou peixe, comunicando uma importante e poderosa mensagem ao sistema de mercado, e assim efectivamente criando um impacto na dinâmica da procura e oferta. Isso terá uma consequência directa e imediata na protecção da nossa saúde, e também, de forma mais indirecta, na promoção da sustentabilidade e na protecção dos animais.

 

 

A fome mundial é um dos mais graves problemas que enfrentamos atualmente. Ainda assim, não deve ser a nossa única preocupação, tal como não deve qualquer outra matéria ser a única preocupação. Os assuntos podem, e devem, ser igualmente tratados sem que um seja prejudicado pela atenção dada ao outro. 

Podemos até argumentar que as questões estão interligadas. Anualmente, estima-se que cerca de 70 mil milhões de animais terrestres sejam criados e mortos para consumo humano. A quantidade de alimento e recursos consumidos por estes animais podia, em grande parte, constituir alimento para muitas pessoas que sofrem de fome. A produção animal é altamente ineficiente, uma vez que um animal consome, ao longo da sua vida, mais calorias do que as que são consumidas por quem o comer.

 

 

Essa é mais uma ideia falsa. Será verdade se forem consumidos apenas produtos de origem vegetal mais caros ou exóticos. Não sendo esse o caso, uma dieta de origem vegetal não é mais cara do que uma dieta omnívora. Aliás, os produtos alimentares mais baratos numa loja ou supermercado são, regra geral, já aptos a vegetarianos: batatas, feijão, grão, arroz, massa, etc. A título de exemplo, um quilograma de leguminosas (ex: feijão, lentilhas) continua a ser significativamente mais barato do que um quilograma de carne de vaca, de porco, ou de peixe.

Tudo depende das escolhas que fazemos no mercado. Claro que se optarmos por fazer sempre compras de produtos mais processados ou de produtos com certificado biológico, poderá ser dispendioso. 

 

 

Os animais que comem outros animais não têm outra forma de se alimentarem. Os seres humanos, por outro lado, podem escolher não comer animais, uma opção que é saudável e que reduz a nossa pegada ecológica. Além disso, os animais que comem outros animais na Natureza não criam os animais que comem em espaços fechados e sujos, sem escapatória, onde eles não sentem o calor do sol, nem respiram o ar puro. Os animais criados pelos seres humanos para alimentação são autênticos prisioneiros, que apenas vivem uma fracção do seu tempo de vida natural.

 

 

A vitamina B12 é produzida por bactérias, sendo encontrada naturalmente em alimentos de origem animal, e estes obtêm a vitamina B12 ingerindo alimentos cobertos por bactérias ou a partir de bactérias que já revestem as suas próprias entranhas. Por vezes há quem sugira que uma alimentação estritamente vegetariana não é saudável por que exige a suplementação de B12.

Contudo, em muitos casos, a suplementação não é obrigatória num indivíduo vegetariano saudável. É possível obter a vitamina B12 através de alimentos fortificados, e a vitamina D através da exposição solar e de alimentos fortificados.O défice de vitamina B12 acontece também na população não vegetariana, conforme pode suceder em grupos de risco e em adultos acima dos 50 anos, porque a capacidade de absorção da vitamina vai reduzindo com a idade. 

Ou seja, a existência de níveis baixos ou deficitários de vitamina B12 ocorre em toda a população, independentemente do regime alimentar, e os vegetarianos podem facilmente evitá-la, mediante um simples planeamento.